Notes of Tralhas


Sobre a Inclusão digital
26 Maio, 2009, 10:09 am
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Não. Inclusão digital não é uma coisa positiva.

Se a questão fosse levar conhecimento para qualquer canto do mundo, posso até concordar. Mas o que acontece é o contrario. A massificação da ferramenta de comunicação só faz espalhar a inutilidade, o desnecessário a ignorância… todo o podre.
Cansado de celebridades instantaneas que surgem no youtube. Cansado de virais idiotas e de dias comemorativos estupidos com correntes de comentarios curtos no tuíter, a meca do spam.

Maldita seja a inclusão digital.



Apertai vossos cintos de castidade, irmãos.
18 Maio, 2009, 11:45 am
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Avisem-me quando o puritanismo for algo benéfico para alguém.
Avisem-me quando os cintos de castidade trouxerem felicidade a seus portadores.

Trancas ou amarras? Algemas ou chicotes?

O libertino contra o santo.

De lady bathory em sua banheira de sangue aos padres pedófilos da moderna igreja católica. Qual o mal que  persiste?

Qual a mente mais doentia? A que destrói semelhantes em busca da sua própria pureza? Ou a que se esconde atrás da pureza para destruir a inocência?

Padres alimentam-se de crianças. Culpa só gera mais culpa. Pecado origina mais pecado. Com medo de nossa própria natureza animal, trancamo-nos em uma falsa imagem imaculada, baixando pedofilia aqui e ali… na nossa solidão, pedindo perdão a deus por cada suspiro de desejo.

Concluindo: Jonas Brothers são umas bichonas!!!!



Entrevista com Marie Lilly
24 Abril, 2009, 2:14 pm
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Chamo-me Marie. Marie Ann Lilly. Tenho no momento dessa entrevista, vinte e dois anos de idade.

- O que faz? Você trabalha? Estuda?

Eu trabalhava até bem pouco tempo. Num escritório, como auxiliar de um dos executivos. Pode-se dizer que eu era uma secretaria. Deixei o emprego, faltava demais. Também presto serviço voluntário num asilo. Gosto de ouvir as pessoas, e aqueles velhinhos precisam de atenção. Não recebo nada por isso. Há pouco tempo, também comecei a participar de obras sociais coordenadas por minha amiga Patrice Beattie, de um centro espírita próximo a minha casa. Patrice também é minha professora na faculdade de Filosofia.

- Você é espírita?

Não. Não sigo a doutrina espírita ou qualquer outra religião. De fato… sei que Deus, na forma que ele é concebido pela maioria das religiões não existe.

- Você é conhecida por ser uma Médium poderosa, e uma ativa “caça-fantasmas”. Você vê gente morta? Com que freqüência?

Como definir “Médium poderosa”? Sim, eu vejo gente morta. Mas não com tanta freqüência como pode parecer. Não é tão simples assim. Há um canal de comunicação que deve estar aberto de ambos os lados. Não é um fenômeno comum, a não ser que eu queira. Sobre esse assunto de caça fantasmas… bem, eu presto assistência a pessoas que passam por fenômenos que não podem explicar e não sabem lidar com isso. E quando você procura, você pode encontrar.

- Você não sente medo?

Sim. Lido com mágoas, traumas, medos, complexos, ódio, solidão, abandono, culpa… pessoas são imprevisíveis do momento em que nascem ao momento que morrem, e se tornam instáveis emocionalmente quando morrem e não conseguem compreender sua situação. Tudo se resume a culpa.A moral de nossa sociedade esta fundada sobre séculos e séculos de culpa e arrependimento.

- Como você vê esse processo? A morte, a permanência e a possível “ascensão” a algum outro plano? Alias você acredita nesse outro plano?

Prefiro acreditar que há um outro plano. Seria injusto se não houvesse. Por que… pense bem… Qual o motivo de toda a nossa complexidade? Os desafios que enfrentamos em nossas vidas? O aprendizado, as perdas e ganhos, paixões realizações… pra onde vai tudo isso?

Tudo o que somos, são nossas paixões. Quando partimos, esses são nossos “rastros”. A lembrança que deixamos no coração de quem amamos, uma obra que realizamos, seja concreta ou na vida de alguém. Somos isso e é isso que deixamos quando partimos. Mas quando partimos de forma violenta, ou quando temos culpa demais, arrependimentos demais, o que fica… são nossos cacos. Pedaços. Um “fantasma” nada mais é do que uma porção de consciência que não encontrou a paz de espírito. Uma porção de consciência que ainda precisa resolver certos assuntos. Uma porção cética que não aceita o que está acontecendo a sua volta. Eternizam seu próprio sofrimento e causam sofrimento, principalmente às pessoas a quem amou um dia. A assombração que invade os sonhos, que assusta pessoas a noite aleatoriamente não existe. Se você ver um fantasma algum dia, acredite… Você tem alguma a coisa a ver com ele.

- Quando você viu um Fantasma pela primeira vez?

Não foi a muito tempo. Foi a três anos atrás. Minha mãe tinha falecido a pouco tempo, minha cabeça estava cheia de questionamentos… ela morreu num momento em que nós duas não estávamos nos dando tão bem. Eu não entendia sua doença, nem a necessidade que ela tinha de minha presença. Ela era uma mulher forte, sempre foi. Então, eu acho que eu pedi para que quem me visitou naquela tarde viesse. Queria que fosse minha mãe, mas foi uma pessoa ligada a mim, mas não nessa vida, nesse ciclo.

Ela bateu a minha porta e no momento em que a vi, eu a reconheci e sabia que quem eu estava vendo não podia estar ali, a não ser que eu quisesse. Ela não me respondeu, ela não me olhou nos olhos. Eu fechei a porta e entrei em casa, quando dei por mim, ela estava sentada a minha espera na minha sala de visita. Não senti medo, apenas espanto. E o incomodo de saber que a conhecia, de que ela foi uma pessoa importante pra mim em algum passado. Ouvi seus lamentos, suas acusações. Mas… não quero falar sobre isso.

- Tudo bem. Mas, você então acredita em vidas passadas, reencarnação?

Eu volto a lhe questionar: Qual o sentido de tudo o que fazemos senão o aprendizado? A evolução? Portanto, sob esse aspecto, e baseada em minhas próprias experiências e sensações, eu lhe digo: somos ciclos. Como tudo na natureza o é.



Se estivesse chovendo…
9 Abril, 2009, 9:20 am
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Começou a chover devagarzinho, como se alguém fosse abrindo uma torneira. O céu nem estava coberto de nuvens, ainda havia o alaranjado do horizonte, naquela tarde de segunda feira. A Luz do sol refletia no asfalto molhado dando a rua um aspecto de calma, tranqüilidade, em contradição com a pressa da hora do rush, numa cidadezinha que começa a crescer sem se dar conta.

Mas a chuva dava seu toque de calma. E eu pensei: “Se estivesse chovendo a essa hora na semana passada… ela ainda estaria aqui.”

Tenho ensaiado em escrever sobre isso há uma semana. E há uma semana sinto esse incomodo… esse aperto no peito, que não me deixa esquecer. Eu nem a conhecia direito pra falar a verdade. Só um leve e rápido contato durante o curso da auto-escola, e alguns diálogos por MSN e Orkut. De fato eu não a via desde novembro e não falava com ela desde dezembro. Cansada do cursinho, animada com a faculdade. Coisas comuns, corriqueiras para a maioria dos jovens d minha cidade. Trabalho o dia todo, e depois a correria pra chegar na faculdade e não perder a prova.

Mas a pressa fez com que a minha amiga Gabriela perdesse a vida aos dezenove anos de idade.

Um pensamento veio a mim no momento em que soube que a menina bonita que tinha sido atropelada na rodovia presidente Dutra era ela: Se há uma justiça, seja ela divina ou não… ela é sempre indiferente. Continuando na linha de pensamento de Omar Khayyan Não adianta o que você seja, o que você busque, acredite ou defenda… você vai acabar como todo mundo. E que pressa é essa em se diferenciar? Em buscar sonhos que um dia vão se apagar tão rápido como o vento que apaga a frágil chama de uma vela?
E você vai ser só lembrança… na tristeza, na nostalgia, na lagrima dolorida dos que ficaram. A lacuna do dia a dia daqueles com quem você conviveu.

E é aí que o ambiente mais machuca. Crescemos na mesma cidade, dividindo o mesmo cenário. As mesmas ruas, praças e lojas. E pra todo canto que eu olho, eu pareço sentir a tua ausência. Seja nas tardes calmas de um fim de semana, seja na agitação do calçadão ao meio dia.

E porque morrer aos dezenove anos? Uma vida incompleta? Meus últimos dezenove anos foram tão rápidos… como foram os teus?

Só vai ficar saudade, o arrependimento de não te ter conhecido melhor… e os “ses”…

Se ao menos estivesse chovendo naquela tarde de segunda…

Vai com os anjos
Vai em paz
Era assim todo dia de tarde
A descoberta da amizade
Até a próxima vez…



Divagação sem Título I
30 Março, 2009, 9:31 am
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Há momentos que a palavra fica engasgada, ou pronta para se atirar pra fora da boca, parada na ponta da língua como se fosse um mergulhador, preparando-se para o salto. Mas às vezes você precisa ponderar, olhar para a pessoa que atirou o gancho, ver se vale a pena agarrar.

Oportunidade. Não deixe elas passarem.

Mas mesmo que eu saiba que eu vou me arrepender depois, quando ela se for, quando mais essa amizade for arrancada de mim (que melodramático) essa foi a escolha certa. Nesse caso não convém.

O porquê talvez eu não saiba… é algo inconsciente, algo que eu sei que vai me dar mais trabalho do que eu estou disposto a ter. Lidando com meu ciúme, com a forte concorrência… e eu não quero mais conflitar com ninguém. Não compensa.

Todo tempo tem suas estranhezas, e essa é a estranheza do momento. Dias e dias vão se passando, e meus sonhos são mais vividos que a minha vida. É preciso realizar algo em um sonho, pra ter certeza de que é isso mesmo que eu quero? Sabe… a capacidade que eu desenvolvi de simular situações e reagir a elas acabou me viciando… como se tudo o que eu vivesse durante o dia não tivesse importância, eu iria corrigir tudo quando deitasse a cabeça no travesseiro. E ficaria tudo bem.

De fato, quando eu tinha uns quatorze ou quinze anos isso funcionou muito bem (independente de isso ser positivo ou não), mas agora aos vinte e sete… parece ridículo. Eu não quero morrer um homem sem cicatrizes. Já dizia aquele verso. Mas parece que é a isso que eu estou fadado.

Um dia eu vou descobrir pra que eu vim a vida. Pra morrer por alguém, para matar alguém ou simplesmente para ponderar como faço agora, para no fim, como diria Omar, o resultado ser sempre o nada. E eu vou me tornando repetitivo. Como é a vida, afinal.

O problema é que a vida simples que eu estou me propondo, é impossível sem que eu me atire justamente ao oposto disso. E preciso mergulhar nessa complexidade estúpida…



Que pecado é esse?
18 Março, 2009, 11:05 am
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Que pecado é esse?

De se querer a simplicidade? Não posso?

Inviável.

Tem que competir tem que convencer as pessoas, tem que alcançar objetivos e por quê? Para que? Para quem?

Um dia vai deitar, e vai dormir como já dizia Omar Khayyan depois de tanto ponderar e conquistar… a tua profunda recompensa será sempre o nada de olhos cansados e fechados, sobre ou sob a terra.

Pois as flores quando secam, não brotam mais.

E aqui eu peço uma taça de vinho. Não é uma ânfora como gostaria o Persa. Vinho e lábios rosados, cabelos perfumados… essa é a simplicidade.

E se eu dissesse velho Omar, que até essa nossa simplicidade fora proibida?

Que pecado é esse?



Poema para uma Amizade interrompida
2 Fevereiro, 2009, 7:29 am
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Dos Olhos Negros

Dos olhos negros
Só vi lagrima uma vez
Só vi dor uma vez
E ainda dói de lembrar.

Do rosto redondo
De pele macia
Que meus lábios só tocaram uma vez.
O beijo o silêncio.
Que dói só de lembrar.

O abraço apertado
O choro que não conseguiu segurar.
Dos olhos negros brotaram
As lágrimas que me doeram

E ainda dói de lembrar.

Do silêncio a ausência
A memória da perda.
Do sorriso fácil
Que não consigo lembrar

Dos olhos negros
Só vi lágrima uma vez
Tristes e perdidos
Se foi sem entender.

Se foi sem querer.
Negros feito Jabuticaba.
Negros feito meus dias.
Feito a dor que não acaba.



se eu ganhasse um real por besteira que ouço…
12 Janeiro, 2009, 7:08 am
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Questão Israel-Palestina agora virou conversa de bar…ou de horário de almoço na empresa. Ninguém fala nada que preste e sobram preconceitos. Nem eles mesmos entendem seu conflito quiçá nós, meros cidadãos dos trópicos.

Eis que alguém solta a pérola: “Se tivessem deixado Hitler acabar o serviço”

Procurei não me inflamar, perdi o sorriso, fiquei em silêncio e dei as costas.

Falam isso porque não estiveram lá.



Laura
25 Novembro, 2008, 3:51 pm
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O pequeno rei do castelo abandonado bradou seu pequeno cetro. Do alto da montanha azul, podia dominar seu nada, seu silêncio.
E ela só queria estar ao lado dele.
Mesmo que seu sorriso não fosse mais o mesmo, mesmo que tivesse que suportar seus abusos, seu olhar malicioso, ela só queria estar ao lado dele.
Sem mais poesia e fantasia num mundo de quase adultos. Delírios de um reizinho manco, de cetro em riste. Ela teve que crescer cedo demais, nua cedo demais em seus braços, dobrando seu corpo inacabado, no jogo pervertido dos adultos.

O Amor é um veneno, se provado cedo demais.



… o fim do mundo já passou.
20 Novembro, 2008, 8:27 am
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Salvem suas pobres almas. Os maias disseram: 2012 tudo acaba. Ou tudo muda.
Explosões solares? Planeta “X”? Cometas errantes? Invasões Alienígenas?
Profecias… profetas e seus seguidores.

Já viu algum profeta aparecer ANTES do cataclisma? Alguém previu a queda das bolsas, a crise mundial, ANTES dos últimos três meses? Alguém falou disso em Janeiro? Fevereiro? Março? Um ano atrás?

Alegações extraordinárias EXIGEM PROVAS EXTRAORDINÁRIAS. Provas plausíveis, conclusivas, e não certezas dogmáticas, verdades absolutas, inquestionáveis.

Alguém pode me dizer então “que as provas estão aí.”

Aí ONDE?

Cadê o estudioso da cultura Maia explicando suas teorias, exibindo suas fontes? Há alguma prova conclusiva além de delírios de mentes perturbadas? Espalhando essa onda alarmista, como se a paranóia esticasse seus tentáculos em busca de cada mente fraca com acesso ao Google.

Vamos voltar um pouco no tempo? Nem precisa ir tão longe assim. 1999. Ano em que a onda paranóica que se espalhava desde a década de 80 culminou em diversas versões do fim do mundo. Cometas, asteróides, Bug do milênio (lembram-se disso?) e não podemos esquecer dos nossos simpáticos amigos alienígenas, sempre dispostos a preparar suas invasões.

Alguma coisa aconteceu com a tão esperada “virada do milênio”? Além de aviões batendo e derrubando os prédios, símbolos de uma cultura odiada…bah… mas isso é outra historia.

A Resposta é Não. Nada mudou, nada acabou.

De onde veio então o MITO do fim do mundo previsto pelos Maias?

Os Maias utilizavam muitos calendários, alguns de longa data. E em um desses, a data “final” equivaleria ao nosso 2012. Isso não é consenso, isso é especulação. Lembrem-se de que estamos falando de uma civilização que, por mais extraordinária que fosse, é uma civilização primitiva, que em sua “grande sabedoria” sacrificava sua gente em altares dedicados a seus deuses.
E o fim desse calendário não significa que nossos amigos Maias esperassem o fim do mundo nessa data, isso significa apenas, que um dos muitos calendários de longa data que eles utilizavam acaba aí. Ou seja, alguém não quis calcular os dias além desse ano. Por quê? Talvez não achasse necessário, talvez cumprisse ordens e não uma suposta profecia. Ou seus métodos primitivos de calculo não permitiam uma conta precisa além dessa fatídica data.

Ou mais simples ainda: Ao chegar nessa data, seu calendário simplesmente reiniciaria.
Eis que eu me pego especulando. Mas eu estou sendo sensato. Ou apenas cético?

Vale lembrar que os Maias não desapareceram. Eles ainda habitam a América central, ainda falam seu idioma, ainda tem sua cultura. Um povo massacrado e acuado, mas que ainda assim persiste. Alguém foi lá perguntar a eles o que vai acontecer em 2012?

Diriam os Maias dos dias de hoje que os pólos magnéticos da Terra irão se inverter? Isso é extraordinário minha parte favorita nessas profecias. Alias a Ignorância em astronomia é a que sempre resulta nas teorias mais engraçadas.
Nada no universo é súbito. Ou o súbito do universo é tempo demais para que nossas meras existências possam perceber, numa fração de segundos. A fração de segundos do universo é infinitamente superior a nossa percepção. SE essa mudança de pólos estivesse tão próxima, e acredite, em termos astronômicos, quatro anos é uma piscadela de olhos de um titã qualquer, já estaríamos sentindo as mudanças de formas nada sutis. O clima mudou? Mudou, mas isso se deu em decorrência também da nossa ignorância, no descaso com o meio ambiente, essas coisas que a gente ta careca de saber.

Há uma teoria que diz que em 2012, o sol estaria alinhado com o centro da galáxia, e por isso, receberia alguma radiação (ou qualquer raio cósmico destruidor de mundos que sua imaginação possa conceber) proveniente do buraco negro no centro da nossa via láctea.

É preciso ser um gênio pra saber que nada provém de um buraco negro? É preciso ser um gênio para saber que o Sol e o centro da via láctea estão consideravelmente distante um do outro? Seja o que for que irradie do centro da galáxia, não levaria um segundo para aqui chegar. Seja o que for que irradie do raio que o parta, chega a nós TODOS os dias. E olha aí, você ainda está aqui.

Eu nem vou entrar no mérito do tal planeta X, pois a idéia é absurda (chega a ser até irritante) demais para ser levada a serio. Orbitas planetárias não se cruzam.
Há ainda a teoria que fala de uma outra estrela que estaria “vindo em direção ao nosso sistema solar”. Bom, duas estrelas, para terem orbitas que supostamente se cruzem, deviam orbitar um corpo ainda maior. E os planetas desse sistema duplo teriam que orbitar as DUAS estrelas. Quantos sóis você vê no céu quando abre a janela pela manhã?

Concluindo: Qual é a necessidade de se prever, de se esperar o fim do mundo?

Talvez uma conclusão inconsciente e coletiva de que algo precisa mudar imediatamente, de que algo precisa acabar. Desde as profecias dos egípcios, do povo judeu, passando por Nostradamus e mãe Diná..chegando na australiana doida, que dizia que os homenzinhos verdes cabeçudos chegariam no dia 14 do mês passado. Todos eles previam mudanças. Por quê?

Há a esperança no extraordinário para que a gente possa defender mudanças que exigiriam um esforço e fé que não temos.
Por isso, é tão mais fácil acreditar no fim do que lutar pelo recomeço.



tendência
17 Novembro, 2008, 8:50 am
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Qual é a tendência das coisas? Das minhas coisas?
A minha tendência é sempre a pendência.

Eterno caminhar tranqüilo, sobre as brasas de qualquer urgência.



Os Cinco Minutos (16:30)
10 Novembro, 2008, 3:30 pm
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De chuvas, cinzas, tempo curto e olhos castanhos.
Disso eu estou cheio.
Isso sou eu.

Disso fiz meu mundo.
Disso fiz meu fim e meu começo.

E quando chegou no meio
Eles se entreolharam e não viram outra saída…

Senão colidirem.



Os Cinco Minutos (15:30)
10 Novembro, 2008, 2:31 pm
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Palidez ruborizada do teu rosto
Refletindo o sol em seu castanho avermelhado.
Meu tema favorito, sempre.
Sempre que a memória teima em voltar
Aquele inverno, que não vai mais voltar.
Que nunca mais se repetiu.

A não ser um ou dois enganos.
Entre uma ou outra baforada de cigarro.
Mas isso já é outra história.

O que me importa agora é teu velho riso.
Ofuscado agora pelo Cinza do Oregon…



Os Cinco Minutos (14:30)
10 Novembro, 2008, 2:00 pm
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Sente as horas pesadas nos seus ombros.
Meia hora que passa atropelando.
Duas horas que caem sobre sua consciência
Te lembrando: Você está atrasado.

Aonde cabe o atraso
Quando se joga do abismo?
Quando aperta o gatilho?

Quando se atrasa o relógio?



Os Cinco Minutos (13:30)
10 Novembro, 2008, 12:37 pm
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Cai o cinza, apesar do sol.
Nem um pouco tímido, queimando as costas.
Daqui a pouco derrama em água…
Pra voltar a ser cinza de novo.

A Água caiu do cinza
E então subindo em ondas trêmulas
pra ir buscar o azul.