Meus bons amigos, onde estão?
Notícias de todos quero saber
Cada um fez sua vida
De forma diferente
Às vezes me pergunto
Malditos ou inocentes?
As vezes você folheia seu velho album de fotos, ou passeia por seu arquivo de fotos no computador e se depara com a cena. Você rodeado de amigos. Todos sorrindo, o punho em riste em direção a camera, saudando o momento.
Amigos devem ficar por perto.
Já disseram que são a familia que você escolhe para você.
Mas no instante seguinte, você se pega olhando para cada rosto naquela foto e pensando que, nossa, faz tempo que não nos vemos.
Aquele amigo inseparavel da adolescencia casou, e não te convidou. A sua paixão de sempre viajou, mora a dois anos no exterior e não tem previsão, nem vontade de voltar. Aquele seu amigo de bebedeira, agora num relacionamento serio, nem liga mais para os amigos.
Os amigos de trabalho vão deixando a empresa, e se antes as trocas de email eram constantes, engraçadas, agora não passam de mera formalidade, aquelas mensagens encaminhadas com mensagens chatas, religiosas. E esses amigos até se esquecem que você não é religioso. Você convoca happy hours e recebe desculpas como resposta. Ou nem recebe resposta.
É o fenomeno das amizades sazonais. Os interesses mudam, as circunstancias são outras, e o companheirismo deixa de existir. Algumas pessoas renovam seu circulo de amizades anualmente, ou até mesmo em menos espaço de tempo, porque lhes convém, talvez. Para outras, sobra o suspiro, a saudade e até a lagrima vez ou outra, quando você se da conta que nada vai ser como era antes entre você e esses amigos. Você pode até receber um convite de casamento aqui e ali, topar com um ou outro numa fila de supermercado, e se dar conta de que essas pessoas não são mais as mesmas. Ou pode receber, perplexo, a noticia de que aquele outro amigo, conhecido por ser um piadista, talentoso grafiteiro, se jogou na frente de um trem, culpa de um coração partido tomado de cocaína.
O rodo cotidiano agrava a sazonalidade das amizades. Todo mundo atarefado, todo mundo com metas a cumprir. Todo mundo com contas a pagar. Todo mundo tocando a vida.
“Po a gente precisa reunir a velha turma”
Então você suspira, enfia a mão no bolso e dá de ombros. Velhas turmas nunca se reunem, continuam sendo só aqueles rostos numa foto perdida no seu album de memorias.
Vamos Julgar Roman Polanski?
Porque Julgar pedofilos está na moda. E porque Polanski é o pedofilo da moda.
Vamos olhar o fato em si: Polanski drogou e abusou sexualmente uma menina de treze anos.
Manchete de fazer pais de familia estremecerem, e Datenas babarem de tanto odio na frente das cameras.
Vamos condenar Polanski pelo ato em si. Porque é facil, é hediondo e vai nos fazer sentir melhores conosco. Fim de papo.
Mas vamos considerar os outros aspectos não tão populares do episódio.
Sharon Tate, a mulher de Polanski foi brutalmente assassinada pelos malucos hippies seguidores de Charles Manson. Ela estava gravida. Foi morta a facadas e frases ofensivas foram escritas na parede e na porta da mansão de Polanski com o sangue das vitimas do massacre.
Esse sim, um crime gratuito, cruel e hediondo, cometido por ordens de um cara que se dizia influenciado por letras inofensivas dos Beatles.
O que um Ato como essa pode fazer com a cabeça de um cidadão como Polanski? Que já havia sofrido com Nazistas na polonia.
O que um passado violento como esse deveria “ensinar” a Polanski? serviria de combustivel para seu proprio odio e auto destruição e por consequencia, a destruição e corrupção daqueles que o cercavam? Ou o contrario, de que é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã? Não importando as facadas que possam dar em nossas mulheres gravidas? Isso não justifica.
ok?
Então, vamos nos concentrar no meio em que a menina estava inserida, na moral em que ela foi criada. Eram os anos 70. Eram festas de gente rica e irresponsável cercada de gente interesseira e sem escrupulos, regadas a alcool e drogas. O que interessava a mãe da menina era que ela ficasse ao lado do diretor famoso,para alavancar sua carreira, não importando os meios. Se isso incluia relações sexuais, não iportava para a mãe, e para a propria menina, pois é de conhecimento que ela não era virgem, que já havia se drogado ou bebido, resumindo: Não era uma virgem santa imaculada sem noção do ninho de cobras que estava frequentando. Qual foi o crime de Polanski, olhando para todo esse ambiente?
Levando isso em conta, ainda devemos julgar Polanski sem questionamentos em nossa moral puritana e “datenistica”?
Para quem interessa a condenação de Polanski depois de tanto tempo? Se nem para a “menina” nem para a familia, os principais interessados isso interessa mais?
Pense na repercussão, pense no dinheiro envolvido e talvez possamos chegar a algumas conclusões. Invertendo a situação, defender Polanski pelo seu passado dolorido ou pelo talento em fazer filmes é tão oportunista quanto a exploração do caso depois de tanto tempo.
Mas, defensores da moral e bons costumes, incorruptíveis Datenas com suas respostas prontas, vamos condenar Roman Polanski.
Num caso sem vitimas, nem consequencias.
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Das Gravações de EVP (Eletronic Voice Phenomena) que escutei até hoje, as mais claras, tocantes e intrigantes certamente são as que foram captadas numa casa na cidadezinha de Villisca, no estado estadunidense de Iowa. Conhecida por lá como “The Villisca Axe Murder House”, a casa foi palco de um dos mais brutais e misteriosos crimes da historia daquele país. Os crimes aconteceram numa noite de Junho de 1912 e até hoje continuam sem solução.
Oito pessoas (6 crianças) foram mortas brutal e covardemente a golpes de machado, enquanto dormiam.
Antes de falar sobre o crime, me deixa explicar um pouco do que eu entendo que seja EVP.
Teoricamente são vozes do além, gravadas em equipamentos eletrônicos. E não, não adianta comprar um gravadorzinho, ou deixar seu celular gravando o silêncio em busca de vozes, pois (acredito eu) não é assim que funciona.
Teoricamente os espíritos usam o som do ambiente para se comunicar, os chamados “White noises”. Isso pode ser o chiado de um radio sem sintonia como comumente é utilizado. Pode ser o som de uma cachoeira, ou a de uma torneira ligada.
Acho que todos nós já passamos pela sensação, quando se está ouvindo um som muito alto, ou tomando um banho, de ter ouvido alguém te chamar ou algo do tipo. Até que ponto isso não passa de impressão?
Bom, voltando ao crime.
J. B. Moore trabalhou muitos anos em uma loja, que pertencia ao então senador F. F. Jones. Era um negócio lucrativo, e segundo consta, Moore era o braço direito de Jones.
Com o passar dos anos, Moore acabou deixando o trabalho com o senador, e abriu seu próprio negócio, que logo começou a se destacar. Jones teria ficado, primeiro aborrecido com o fato do parceiro de negócios ter abandonado a sociedade, e depois furioso, pois o negocio de Moore estava crescendo, e ganhando uma fatia de mercado que antes era exclusivamente dele.
Moore morava com a esposa, Sarah e os quatro filhos (Herman 11 anos, Katherine 10 anos, Boyd 7 anos e Paul 5 anos) numa casa simples. Sua mulher era ativa na comunidade e na igreja, sendo os Moore, uma das famílias mais respeitadas de Villisca.

Aquele domingo tinha sido atarefado para as crianças e a mulher de Moore. Com atividades coordenadas por Sarah na igreja e tarefas para a comunidade. Duas amigas das crianças, Lena e Ina May Stillinger,(11 e 8 anos) acabaram ficando até tarde na casa dos Moore, Sarah então convidou as meninas para passarem a noite lá.
Na manhã seguinte, uma das vizinhas dos Moore acordou cedo como de costume, às 5 da manhã, fez suas orações e iniciou os afazeres diários. As sete da manhã, a mulher percebeu que a casa dos Moore estava muito silenciosa. As galinhas soltas pelo quintal, todas as janelas e portas fechadas. Ela então foi até a porta e chamou por Sarah, como não obteve resposta, achou melhor chamar o irmão de J. B. que após lá chegar e constatar que ninguém atendia a porta resolveu arrombá-la.
Ele entrou na Casa, e retornou instantes depois com uma expressão assustada, o rosto pálido, dizendo a mulher que era melhor chamar o xerife.
O que o irmão de J.B. encontrou foi o mórbido cenário de um crime covarde. Ele entrou no quarto onde as irmãs Stillinger estavam, e encontrou as duas mortas em suas camas, as cabeças cobertas pela roupa de cama. No chão o machado de Moore, ensangüentado. E aos pés da cama da menina mais velha um candeeiro.
A mesma cena fora armada em todos os quartos. Todos os membros da casa haviam sido mortos com golpes de machado na cabeça, provavelmente enquanto dormiam. A única que mostrava sinais de ter “lutado” com o assassino fora Lena Stillinger, que também trazia sinais de que fora sexualmente molestada.
O assassino ainda teve tempo de fechar todas as cortinas da casa, e nas janelas que não as possuíam, usou roupas de J. B. para cobri-las.
Ele saiu como entrou, sem ser notado.
Naquela época, toda a investigação era precária, ainda mais quando se fala de uma cidadezinha do interior. Conta-se que mais de cem pessoas tenham entrado na casa, manuseado o machado, examinado os corpos. Antes que a policia chegasse.
Todas as suspeitas caíram sobre o Senador F.F. Jones, pelas desavenças em seus negócios.
Mas a questão que fica é: Porque as Crianças?
Há a hipótese de um serial Killer. Já que crimes semelhantes foram cometidos nos dias anteriores e posteriores ao crime de Villisca.
O fato é que ninguém foi condenado por esses atos. E o Crime de Villisca continua até hoje, quase cem anos depois, sem solução.
A chamada “Villisca Axe Murder House” é reconhecida como sendo um dos lugares mais assombrados do mundo. Teve diversos donos após os assassinatos, alguns reportando manifestações sobrenaturais, outros, como a ultima moradora, dizem que nunca, em anos terem visto ou sentido nada de anormal naquela casa.
O fato é que somente em 1994 quando a casa foi adquirida por um senhor, com o intuito de transformá-la em um museu, e reformada, que as manifestações começaram.
Diversas investigações tiveram curso desde então, sendo o caso de Villisca um dos mais bem documentados e testemunhados do mundo. Há com certeza algo naquela casa. E suas manifestações são tanto residuais como ativas. Fato que, na opinião dos pesquisadores é muito raro.
Voltemos aos EVPs.
Um dos mais tocantes ouve-se a voz de um garoto sussurrando “He is gonna hurt us..” (ele vai nos machucar) em seguida ouve-se uma pancada seca, e a voz de uma menina sussurrar o nome “Paul…”
Acredito se tratar de Herman e Katherine, procurando pelo Irmão Paul, preocupados com o assassino.
Em outro se ouve a voz de um garoto empolgado dizer “You do it again…. Lena YOU do it.” (Você fez de novo, Lena… VOCÊ fez isso.)
Acho interessante a ênfase que o garoto dá a ação (seja ela qual for) executada Por Lena. Talvez alguma manifestação sentida pelos pesquisadores.
Em outra investigação, uma das pesquisadoras, pergunta ao Assassino o porquê dele ter feito aquilo. Ouve-se uma voz rouca dizer: “Bring me the axe…” (Me traga o machado…)
Especulações a parte, sejam as vozes reais ou não, as manifestações relatadas reais ou não… eu acho que uma investigação deveria ser retomada.Para solucionar o crime. Em respeito aos que viveram naquela casa, e aos que talvez… ainda estejam lá.
Mais informações: WWW.villiscaiowa.com
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Eu estava aqui pensando, enquanto assistia séries aleatórias na TV (que não é por assinatura) aonde foi que eu errei?
Ou melhor, aonde é que eu erro e aonde eu acerto? Porque nada é assim tão finito, nada do que você faça vai alterar sua vida por muito tempo.
Mas é bem verdade que minha vida ta na mesma faz tempo e eu já reclamei taaaanto disso, que me dá nojo só de tentar reclamar disso de novo.
Mas vamos lá. Estou com vinte sete anos e o ano já está acabando, então os vinte e oito começam a me importunar ali depois da curva, e eu estou aí, sem faculdade, apesar de ter decidido já o que fazer mas certo de que não vai ser tão cedo e também certo de que eu não tenho nem um pingo da força de vontade necessária pra isso. Pois é eu sou assim.
Eu também estou tão afundado em dividas, mas ao mesmo tempo não consigo achar como e onde eu gasto tanto… minha conta bancária é um ralo, e o que impulsiona isso são meus desejos aleatórios.
Aleatoriedade é a palavra. Ou o conceito.
Sábado fui ver o jogo do Brasil num bar em Taubaté com os amigos do trabalho, a convite deles. Acho isso interessante, minha presença nesses casos não parece ser assim tão aleatória afinal Tem gente que parece gostar da minha companhia. Talvez minha neutralidade favoreça isso.
Apesar de eu não conseguir torcer para a seleção, foi divertido. Bebi muito.. é aquela situação onde seu copo não para vazio… e eu bêbado ligo a tecla do “vamos nos divertir” não sou aquele bêbado chato e deprimido. E eu sempre encontro a mulher da minha vida e falo “eu caso com essa daí” mas um cara me falou ontem “não se venda tão fácil”…
Me fez pensar… e quando algo te faz pensar mesmo estando você bêbado e eufórico…né?
A noite acabou com outro bêbado socando a mesa. Vamos pra casa, e chegando eu passo mal. É valido. É o vômito dos justos.
Vida de gente grande é chata demais. Ficar acordado boa parte da noite bebendo, alterando a consciência principalmente para ir atrás de sexo. Se não consegue, e não está assim tão a fim da punheta de bêbado… vira pro canto e dorme, ou abraça a privada. Isso não é tão deprimente como parece. é normal.
O cavalo da noite forte e vigoroso como sempre foi. Me derrubando no primeiro pulo.
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Não. Inclusão digital não é uma coisa positiva.
Se a questão fosse levar conhecimento para qualquer canto do mundo, posso até concordar. Mas o que acontece é o contrario. A massificação da ferramenta de comunicação só faz espalhar a inutilidade, o desnecessário a ignorância… todo o podre.
Cansado de celebridades instantaneas que surgem no youtube. Cansado de virais idiotas e de dias comemorativos estupidos com correntes de comentarios curtos no tuíter, a meca do spam.
Maldita seja a inclusão digital.
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Avisem-me quando o puritanismo for algo benéfico para alguém.
Avisem-me quando os cintos de castidade trouxerem felicidade a seus portadores.
Trancas ou amarras? Algemas ou chicotes?
O libertino contra o santo.
De lady bathory em sua banheira de sangue aos padres pedófilos da moderna igreja católica. Qual o mal que persiste?
Qual a mente mais doentia? A que destrói semelhantes em busca da sua própria pureza? Ou a que se esconde atrás da pureza para destruir a inocência?
Padres alimentam-se de crianças. Culpa só gera mais culpa. Pecado origina mais pecado. Com medo de nossa própria natureza animal, trancamo-nos em uma falsa imagem imaculada, baixando pedofilia aqui e ali… na nossa solidão, pedindo perdão a deus por cada suspiro de desejo.
Concluindo: Jonas Brothers são umas bichonas!!!!
Chamo-me Marie. Marie Ann Lilly. Tenho no momento dessa entrevista, vinte e dois anos de idade.
- O que faz? Você trabalha? Estuda?
Eu trabalhava até bem pouco tempo. Num escritório, como auxiliar de um dos executivos. Pode-se dizer que eu era uma secretaria. Deixei o emprego, faltava demais. Também presto serviço voluntário num asilo. Gosto de ouvir as pessoas, e aqueles velhinhos precisam de atenção. Não recebo nada por isso. Há pouco tempo, também comecei a participar de obras sociais coordenadas por minha amiga Patrice Beattie, de um centro espírita próximo a minha casa. Patrice também é minha professora na faculdade de Filosofia.
- Você é espírita?
Não. Não sigo a doutrina espírita ou qualquer outra religião. De fato… sei que Deus, na forma que ele é concebido pela maioria das religiões não existe.
- Você é conhecida por ser uma Médium poderosa, e uma ativa “caça-fantasmas”. Você vê gente morta? Com que freqüência?
Como definir “Médium poderosa”? Sim, eu vejo gente morta. Mas não com tanta freqüência como pode parecer. Não é tão simples assim. Há um canal de comunicação que deve estar aberto de ambos os lados. Não é um fenômeno comum, a não ser que eu queira. Sobre esse assunto de caça fantasmas… bem, eu presto assistência a pessoas que passam por fenômenos que não podem explicar e não sabem lidar com isso. E quando você procura, você pode encontrar.
- Você não sente medo?
Sim. Lido com mágoas, traumas, medos, complexos, ódio, solidão, abandono, culpa… pessoas são imprevisíveis do momento em que nascem ao momento que morrem, e se tornam instáveis emocionalmente quando morrem e não conseguem compreender sua situação. Tudo se resume a culpa.A moral de nossa sociedade esta fundada sobre séculos e séculos de culpa e arrependimento.
- Como você vê esse processo? A morte, a permanência e a possível “ascensão” a algum outro plano? Alias você acredita nesse outro plano?
Prefiro acreditar que há um outro plano. Seria injusto se não houvesse. Por que… pense bem… Qual o motivo de toda a nossa complexidade? Os desafios que enfrentamos em nossas vidas? O aprendizado, as perdas e ganhos, paixões realizações… pra onde vai tudo isso?
Tudo o que somos, são nossas paixões. Quando partimos, esses são nossos “rastros”. A lembrança que deixamos no coração de quem amamos, uma obra que realizamos, seja concreta ou na vida de alguém. Somos isso e é isso que deixamos quando partimos. Mas quando partimos de forma violenta, ou quando temos culpa demais, arrependimentos demais, o que fica… são nossos cacos. Pedaços. Um “fantasma” nada mais é do que uma porção de consciência que não encontrou a paz de espírito. Uma porção de consciência que ainda precisa resolver certos assuntos. Uma porção cética que não aceita o que está acontecendo a sua volta. Eternizam seu próprio sofrimento e causam sofrimento, principalmente às pessoas a quem amou um dia. A assombração que invade os sonhos, que assusta pessoas a noite aleatoriamente não existe. Se você ver um fantasma algum dia, acredite… Você tem alguma a coisa a ver com ele.
- Quando você viu um Fantasma pela primeira vez?
Não foi a muito tempo. Foi a três anos atrás. Minha mãe tinha falecido a pouco tempo, minha cabeça estava cheia de questionamentos… ela morreu num momento em que nós duas não estávamos nos dando tão bem. Eu não entendia sua doença, nem a necessidade que ela tinha de minha presença. Ela era uma mulher forte, sempre foi. Então, eu acho que eu pedi para que quem me visitou naquela tarde viesse. Queria que fosse minha mãe, mas foi uma pessoa ligada a mim, mas não nessa vida, nesse ciclo.
Ela bateu a minha porta e no momento em que a vi, eu a reconheci e sabia que quem eu estava vendo não podia estar ali, a não ser que eu quisesse. Ela não me respondeu, ela não me olhou nos olhos. Eu fechei a porta e entrei em casa, quando dei por mim, ela estava sentada a minha espera na minha sala de visita. Não senti medo, apenas espanto. E o incomodo de saber que a conhecia, de que ela foi uma pessoa importante pra mim em algum passado. Ouvi seus lamentos, suas acusações. Mas… não quero falar sobre isso.
- Tudo bem. Mas, você então acredita em vidas passadas, reencarnação?
Eu volto a lhe questionar: Qual o sentido de tudo o que fazemos senão o aprendizado? A evolução? Portanto, sob esse aspecto, e baseada em minhas próprias experiências e sensações, eu lhe digo: somos ciclos. Como tudo na natureza o é.
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Começou a chover devagarzinho, como se alguém fosse abrindo uma torneira. O céu nem estava coberto de nuvens, ainda havia o alaranjado do horizonte, naquela tarde de segunda feira. A Luz do sol refletia no asfalto molhado dando a rua um aspecto de calma, tranqüilidade, em contradição com a pressa da hora do rush, numa cidadezinha que começa a crescer sem se dar conta.
Mas a chuva dava seu toque de calma. E eu pensei: “Se estivesse chovendo a essa hora na semana passada… ela ainda estaria aqui.”
Tenho ensaiado em escrever sobre isso há uma semana. E há uma semana sinto esse incomodo… esse aperto no peito, que não me deixa esquecer. Eu nem a conhecia direito pra falar a verdade. Só um leve e rápido contato durante o curso da auto-escola, e alguns diálogos por MSN e Orkut. De fato eu não a via desde novembro e não falava com ela desde dezembro. Cansada do cursinho, animada com a faculdade. Coisas comuns, corriqueiras para a maioria dos jovens d minha cidade. Trabalho o dia todo, e depois a correria pra chegar na faculdade e não perder a prova.
Mas a pressa fez com que a minha amiga Gabriela perdesse a vida aos dezenove anos de idade.
Um pensamento veio a mim no momento em que soube que a menina bonita que tinha sido atropelada na rodovia presidente Dutra era ela: Se há uma justiça, seja ela divina ou não… ela é sempre indiferente. Continuando na linha de pensamento de Omar Khayyan Não adianta o que você seja, o que você busque, acredite ou defenda… você vai acabar como todo mundo. E que pressa é essa em se diferenciar? Em buscar sonhos que um dia vão se apagar tão rápido como o vento que apaga a frágil chama de uma vela?
E você vai ser só lembrança… na tristeza, na nostalgia, na lagrima dolorida dos que ficaram. A lacuna do dia a dia daqueles com quem você conviveu.
E é aí que o ambiente mais machuca. Crescemos na mesma cidade, dividindo o mesmo cenário. As mesmas ruas, praças e lojas. E pra todo canto que eu olho, eu pareço sentir a tua ausência. Seja nas tardes calmas de um fim de semana, seja na agitação do calçadão ao meio dia.
E porque morrer aos dezenove anos? Uma vida incompleta? Meus últimos dezenove anos foram tão rápidos… como foram os teus?
Só vai ficar saudade, o arrependimento de não te ter conhecido melhor… e os “ses”…
Se ao menos estivesse chovendo naquela tarde de segunda…
Vai com os anjos
Vai em paz
Era assim todo dia de tarde
A descoberta da amizade
Até a próxima vez…
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Há momentos que a palavra fica engasgada, ou pronta para se atirar pra fora da boca, parada na ponta da língua como se fosse um mergulhador, preparando-se para o salto. Mas às vezes você precisa ponderar, olhar para a pessoa que atirou o gancho, ver se vale a pena agarrar.
Oportunidade. Não deixe elas passarem.
Mas mesmo que eu saiba que eu vou me arrepender depois, quando ela se for, quando mais essa amizade for arrancada de mim (que melodramático) essa foi a escolha certa. Nesse caso não convém.
O porquê talvez eu não saiba… é algo inconsciente, algo que eu sei que vai me dar mais trabalho do que eu estou disposto a ter. Lidando com meu ciúme, com a forte concorrência… e eu não quero mais conflitar com ninguém. Não compensa.
Todo tempo tem suas estranhezas, e essa é a estranheza do momento. Dias e dias vão se passando, e meus sonhos são mais vividos que a minha vida. É preciso realizar algo em um sonho, pra ter certeza de que é isso mesmo que eu quero? Sabe… a capacidade que eu desenvolvi de simular situações e reagir a elas acabou me viciando… como se tudo o que eu vivesse durante o dia não tivesse importância, eu iria corrigir tudo quando deitasse a cabeça no travesseiro. E ficaria tudo bem.
De fato, quando eu tinha uns quatorze ou quinze anos isso funcionou muito bem (independente de isso ser positivo ou não), mas agora aos vinte e sete… parece ridículo. Eu não quero morrer um homem sem cicatrizes. Já dizia aquele verso. Mas parece que é a isso que eu estou fadado.
Um dia eu vou descobrir pra que eu vim a vida. Pra morrer por alguém, para matar alguém ou simplesmente para ponderar como faço agora, para no fim, como diria Omar, o resultado ser sempre o nada. E eu vou me tornando repetitivo. Como é a vida, afinal.
O problema é que a vida simples que eu estou me propondo, é impossível sem que eu me atire justamente ao oposto disso. E preciso mergulhar nessa complexidade estúpida…
Que pecado é esse?
De se querer a simplicidade? Não posso?
Inviável.
Tem que competir tem que convencer as pessoas, tem que alcançar objetivos e por quê? Para que? Para quem?
Um dia vai deitar, e vai dormir como já dizia Omar Khayyan depois de tanto ponderar e conquistar… a tua profunda recompensa será sempre o nada de olhos cansados e fechados, sobre ou sob a terra.
Pois as flores quando secam, não brotam mais.
E aqui eu peço uma taça de vinho. Não é uma ânfora como gostaria o Persa. Vinho e lábios rosados, cabelos perfumados… essa é a simplicidade.
E se eu dissesse velho Omar, que até essa nossa simplicidade fora proibida?
Que pecado é esse?
Dos Olhos Negros
Dos olhos negros
Só vi lagrima uma vez
Só vi dor uma vez
E ainda dói de lembrar.
Do rosto redondo
De pele macia
Que meus lábios só tocaram uma vez.
O beijo o silêncio.
Que dói só de lembrar.
O abraço apertado
O choro que não conseguiu segurar.
Dos olhos negros brotaram
As lágrimas que me doeram
E ainda dói de lembrar.
Do silêncio a ausência
A memória da perda.
Do sorriso fácil
Que não consigo lembrar
Dos olhos negros
Só vi lágrima uma vez
Tristes e perdidos
Se foi sem entender.
Se foi sem querer.
Negros feito Jabuticaba.
Negros feito meus dias.
Feito a dor que não acaba.
Questão Israel-Palestina agora virou conversa de bar…ou de horário de almoço na empresa. Ninguém fala nada que preste e sobram preconceitos. Nem eles mesmos entendem seu conflito quiçá nós, meros cidadãos dos trópicos.
Eis que alguém solta a pérola: “Se tivessem deixado Hitler acabar o serviço”
Procurei não me inflamar, perdi o sorriso, fiquei em silêncio e dei as costas.
Falam isso porque não estiveram lá.
O pequeno rei do castelo abandonado bradou seu pequeno cetro. Do alto da montanha azul, podia dominar seu nada, seu silêncio.
E ela só queria estar ao lado dele.
Mesmo que seu sorriso não fosse mais o mesmo, mesmo que tivesse que suportar seus abusos, seu olhar malicioso, ela só queria estar ao lado dele.
Sem mais poesia e fantasia num mundo de quase adultos. Delírios de um reizinho manco, de cetro em riste. Ela teve que crescer cedo demais, nua cedo demais em seus braços, dobrando seu corpo inacabado, no jogo pervertido dos adultos.
O Amor é um veneno, se provado cedo demais.
Salvem suas pobres almas. Os maias disseram: 2012 tudo acaba. Ou tudo muda.
Explosões solares? Planeta “X”? Cometas errantes? Invasões Alienígenas?
Profecias… profetas e seus seguidores.
Já viu algum profeta aparecer ANTES do cataclisma? Alguém previu a queda das bolsas, a crise mundial, ANTES dos últimos três meses? Alguém falou disso em Janeiro? Fevereiro? Março? Um ano atrás?
Alegações extraordinárias EXIGEM PROVAS EXTRAORDINÁRIAS. Provas plausíveis, conclusivas, e não certezas dogmáticas, verdades absolutas, inquestionáveis.
Alguém pode me dizer então “que as provas estão aí.”
Aí ONDE?
Cadê o estudioso da cultura Maia explicando suas teorias, exibindo suas fontes? Há alguma prova conclusiva além de delírios de mentes perturbadas? Espalhando essa onda alarmista, como se a paranóia esticasse seus tentáculos em busca de cada mente fraca com acesso ao Google.
Vamos voltar um pouco no tempo? Nem precisa ir tão longe assim. 1999. Ano em que a onda paranóica que se espalhava desde a década de 80 culminou em diversas versões do fim do mundo. Cometas, asteróides, Bug do milênio (lembram-se disso?) e não podemos esquecer dos nossos simpáticos amigos alienígenas, sempre dispostos a preparar suas invasões.
Alguma coisa aconteceu com a tão esperada “virada do milênio”? Além de aviões batendo e derrubando os prédios, símbolos de uma cultura odiada…bah… mas isso é outra historia.
A Resposta é Não. Nada mudou, nada acabou.
De onde veio então o MITO do fim do mundo previsto pelos Maias?
Os Maias utilizavam muitos calendários, alguns de longa data. E em um desses, a data “final” equivaleria ao nosso 2012. Isso não é consenso, isso é especulação. Lembrem-se de que estamos falando de uma civilização que, por mais extraordinária que fosse, é uma civilização primitiva, que em sua “grande sabedoria” sacrificava sua gente em altares dedicados a seus deuses.
E o fim desse calendário não significa que nossos amigos Maias esperassem o fim do mundo nessa data, isso significa apenas, que um dos muitos calendários de longa data que eles utilizavam acaba aí. Ou seja, alguém não quis calcular os dias além desse ano. Por quê? Talvez não achasse necessário, talvez cumprisse ordens e não uma suposta profecia. Ou seus métodos primitivos de calculo não permitiam uma conta precisa além dessa fatídica data.
Ou mais simples ainda: Ao chegar nessa data, seu calendário simplesmente reiniciaria.
Eis que eu me pego especulando. Mas eu estou sendo sensato. Ou apenas cético?
Vale lembrar que os Maias não desapareceram. Eles ainda habitam a América central, ainda falam seu idioma, ainda tem sua cultura. Um povo massacrado e acuado, mas que ainda assim persiste. Alguém foi lá perguntar a eles o que vai acontecer em 2012?
Diriam os Maias dos dias de hoje que os pólos magnéticos da Terra irão se inverter? Isso é extraordinário minha parte favorita nessas profecias. Alias a Ignorância em astronomia é a que sempre resulta nas teorias mais engraçadas.
Nada no universo é súbito. Ou o súbito do universo é tempo demais para que nossas meras existências possam perceber, numa fração de segundos. A fração de segundos do universo é infinitamente superior a nossa percepção. SE essa mudança de pólos estivesse tão próxima, e acredite, em termos astronômicos, quatro anos é uma piscadela de olhos de um titã qualquer, já estaríamos sentindo as mudanças de formas nada sutis. O clima mudou? Mudou, mas isso se deu em decorrência também da nossa ignorância, no descaso com o meio ambiente, essas coisas que a gente ta careca de saber.
Há uma teoria que diz que em 2012, o sol estaria alinhado com o centro da galáxia, e por isso, receberia alguma radiação (ou qualquer raio cósmico destruidor de mundos que sua imaginação possa conceber) proveniente do buraco negro no centro da nossa via láctea.
É preciso ser um gênio pra saber que nada provém de um buraco negro? É preciso ser um gênio para saber que o Sol e o centro da via láctea estão consideravelmente distante um do outro? Seja o que for que irradie do centro da galáxia, não levaria um segundo para aqui chegar. Seja o que for que irradie do raio que o parta, chega a nós TODOS os dias. E olha aí, você ainda está aqui.
Eu nem vou entrar no mérito do tal planeta X, pois a idéia é absurda (chega a ser até irritante) demais para ser levada a serio. Orbitas planetárias não se cruzam.
Há ainda a teoria que fala de uma outra estrela que estaria “vindo em direção ao nosso sistema solar”. Bom, duas estrelas, para terem orbitas que supostamente se cruzem, deviam orbitar um corpo ainda maior. E os planetas desse sistema duplo teriam que orbitar as DUAS estrelas. Quantos sóis você vê no céu quando abre a janela pela manhã?
Concluindo: Qual é a necessidade de se prever, de se esperar o fim do mundo?
Talvez uma conclusão inconsciente e coletiva de que algo precisa mudar imediatamente, de que algo precisa acabar. Desde as profecias dos egípcios, do povo judeu, passando por Nostradamus e mãe Diná..chegando na australiana doida, que dizia que os homenzinhos verdes cabeçudos chegariam no dia 14 do mês passado. Todos eles previam mudanças. Por quê?
Há a esperança no extraordinário para que a gente possa defender mudanças que exigiriam um esforço e fé que não temos.
Por isso, é tão mais fácil acreditar no fim do que lutar pelo recomeço.
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Qual é a tendência das coisas? Das minhas coisas?
A minha tendência é sempre a pendência.
Eterno caminhar tranqüilo, sobre as brasas de qualquer urgência.