Notes of Tralhas


EVPs (Villisca Axe Murder House)
6 outubro, 2009, 8:36 am
Filed under: Blogagem

Villisca Axe Murder House

Das Gravações de EVP (Eletronic Voice Phenomena) que escutei até hoje, as mais claras, tocantes e intrigantes certamente são as que foram captadas numa casa na cidadezinha de Villisca, no estado estadunidense de Iowa. Conhecida por lá como “The Villisca Axe Murder House”, a casa foi palco de um dos mais brutais e misteriosos crimes da historia daquele país. Os crimes aconteceram numa noite de Junho de 1912 e até hoje continuam sem solução.

Oito pessoas (6 crianças) foram mortas brutal e covardemente a golpes de machado, enquanto dormiam.

Antes de falar sobre o crime, me deixa explicar um pouco do que eu entendo que seja EVP.

Teoricamente são vozes do além, gravadas em equipamentos eletrônicos. E não, não adianta comprar um gravadorzinho, ou deixar seu celular gravando o silêncio em busca de vozes, pois (acredito eu) não é assim que funciona.
Teoricamente os espíritos usam o som do ambiente para se comunicar, os chamados “White noises”. Isso pode ser o chiado de um radio sem sintonia como comumente é utilizado. Pode ser o som de uma cachoeira, ou a de uma torneira ligada.

Acho que todos nós já passamos pela sensação, quando se está ouvindo um som muito alto, ou tomando um banho, de ter ouvido alguém te chamar ou algo do tipo. Até que ponto isso não passa de impressão?

Bom, voltando ao crime.

J. B. Moore trabalhou muitos anos em uma loja, que pertencia ao então senador F. F. Jones. Era um negócio lucrativo, e segundo consta, Moore era o braço direito de Jones.

Com o passar dos anos, Moore acabou deixando o trabalho com o senador, e abriu seu próprio negócio, que logo começou a se destacar. Jones teria ficado, primeiro aborrecido com o fato do parceiro de negócios ter abandonado a sociedade, e depois furioso, pois o negocio de Moore estava crescendo, e ganhando uma fatia de mercado que antes era exclusivamente dele.

Moore morava com a esposa, Sarah e os quatro filhos (Herman 11 anos, Katherine 10 anos, Boyd 7 anos e Paul 5 anos) numa casa simples. Sua mulher era ativa na comunidade e na igreja, sendo os Moore, uma das famílias mais respeitadas de Villisca.

Moores

Aquele domingo tinha sido atarefado para as crianças e a mulher de Moore. Com atividades coordenadas por Sarah na igreja e tarefas para a comunidade. Duas amigas das crianças, Lena e Ina May Stillinger,(11 e 8 anos) acabaram ficando até tarde na casa dos Moore, Sarah então convidou as meninas para passarem a noite lá.

Na manhã seguinte, uma das vizinhas dos Moore acordou cedo como de costume, às 5 da manhã, fez suas orações e iniciou os afazeres diários. As sete da manhã, a mulher percebeu que a casa dos Moore estava muito silenciosa. As galinhas soltas pelo quintal, todas as janelas e portas fechadas. Ela então foi até a porta e chamou por Sarah, como não obteve resposta, achou melhor chamar o irmão de J. B. que após lá chegar e constatar que ninguém atendia a porta resolveu arrombá-la.

Ele entrou na Casa, e retornou instantes depois com uma expressão assustada, o rosto pálido, dizendo a mulher que era melhor chamar o xerife.

O que o irmão de J.B. encontrou foi o mórbido cenário de um crime covarde. Ele entrou no quarto onde as irmãs Stillinger estavam, e encontrou as duas mortas em suas camas, as cabeças cobertas pela roupa de cama. No chão o machado de Moore, ensangüentado. E aos pés da cama da menina mais velha um candeeiro.

A mesma cena fora armada em todos os quartos. Todos os membros da casa haviam sido mortos com golpes de machado na cabeça, provavelmente enquanto dormiam. A única que mostrava sinais de ter “lutado” com o assassino fora Lena Stillinger, que também trazia sinais de que fora sexualmente molestada.

O assassino ainda teve tempo de fechar todas as cortinas da casa, e nas janelas que não as possuíam, usou roupas de J. B. para cobri-las.

Ele saiu como entrou, sem ser notado.

Naquela época, toda a investigação era precária, ainda mais quando se fala de uma cidadezinha do interior. Conta-se que mais de cem pessoas tenham entrado na casa, manuseado o machado, examinado os corpos. Antes que a policia chegasse.

Todas as suspeitas caíram sobre o Senador F.F. Jones, pelas desavenças em seus negócios.

Mas a questão que fica é: Porque as Crianças?

Há a hipótese de um serial Killer. Já que crimes semelhantes foram cometidos nos dias anteriores e posteriores ao crime de Villisca.

O fato é que ninguém foi condenado por esses atos. E o Crime de Villisca continua até hoje, quase cem anos depois, sem solução.

A chamada “Villisca Axe Murder House” é reconhecida como sendo um dos lugares mais assombrados do mundo. Teve diversos donos após os assassinatos, alguns reportando manifestações sobrenaturais, outros, como a ultima moradora, dizem que nunca, em anos terem visto ou sentido nada de anormal naquela casa.

O fato é que somente em 1994 quando a casa foi adquirida por um senhor, com o intuito de transformá-la em um museu, e reformada, que as manifestações começaram.

Diversas investigações tiveram curso desde então, sendo o caso de Villisca um dos mais bem documentados e testemunhados do mundo. Há com certeza algo naquela casa. E suas manifestações são tanto residuais como ativas. Fato que, na opinião dos pesquisadores é muito raro.

Voltemos aos EVPs.

Um dos mais tocantes ouve-se a voz de um garoto sussurrando “He is gonna hurt us..” (ele vai nos machucar) em seguida ouve-se uma pancada seca, e a voz de uma menina sussurrar o nome “Paul…”

Acredito se tratar de Herman e Katherine, procurando pelo Irmão Paul, preocupados com o assassino.

Em outro se ouve a voz de um garoto empolgado dizer “You do it again…. Lena YOU do it.” (Você fez de novo, Lena… VOCÊ fez isso.)

Acho interessante a ênfase que o garoto dá a ação (seja ela qual for) executada Por Lena. Talvez alguma manifestação sentida pelos pesquisadores.

Em outra investigação, uma das pesquisadoras, pergunta ao Assassino o porquê dele ter feito aquilo. Ouve-se uma voz rouca dizer: “Bring me the axe…” (Me traga o machado…)

Especulações a parte, sejam as vozes reais ou não, as manifestações relatadas reais ou não… eu acho que uma investigação deveria ser retomada.Para solucionar o crime. Em respeito aos que viveram naquela casa, e aos que talvez… ainda estejam lá.

Mais informações: WWW.villiscaiowa.com


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